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Mostrando postagens de Abril 19, 2009

Defesa de fumo em bar é ignorância ou interesse financeiro

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por Drauzio Varella para a Folha de S.Paulo

Agora que as paixões acalmaram, volto à proibição do fumo em ambientes fechados, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Incrível como esse tema ainda gera discussões acaloradas. Como é possível considerar a proibição de fumar nos lugares em que outras pessoas respiram uma afronta à liberdade individual?

As evidências científicas de que o fumante passivo também fuma são tantas e tão contundentes que os defensores do direito de encher de fumaça restaurantes e demais espaços públicos só podem fazê-lo por duas razões: ignorância ou interesse financeiro.

Sinceramente, não consigo imaginar terceira alternativa.
Vamos começar pela ignorância. Num país de baixos níveis de escolaridade como o nosso, nem todos têm acesso a conhecimentos básicos.

A fumaça expelida dos pulmões fumantes contém, em média, um sétimo das substâncias voláteis e particuladas do total inalado. Já aquela liberada a partir da ponta acesa, contém substâncias tóxicas e…

Revolução Facebook para os celulares: surge o 'social phone'

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por Ernesto Assante, do La Repubblica Facebook em todo o lugar é a palavra de ordem, portanto: mas a resposta aos pedidos dos fãs mais aguerridos chega da Hutchinson Whampoa, empresa proprietária da companhia telefônica 3, que anuncia o primeiro "Facebook phone" para simplificar a conexão com o Facebook: é o INQ1. Para concorrer, a Wind aposta na força de atração do Blackberry, enquanto a Vodafone e a Tim jogam as cartas nos descontos de tarifas.Frank Meehan, administrador delegado da INQ, a sociedade da Hutchison Whampoa que irá produzir o celular, fala de "social phone", justamente porque o celular é pensado para um usuário que quer se conectar com facilidade ao Facebook, às mensagens instantâneas, ao e-mail ou a outras redes sociais. Por outra parte, a conexão com o Facebook pelos aparelhos móveis está em crescimento, segundo Mark Zuckerberg, o criador do Facebook: "Mais de 30 milhões de usuários do Facebook acessam o sítio por meio de aparelhos móveis. Ess…

Liderança errática de Bento 16 gera crise na igreja, diz vaticanista

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por Gina de Azevedo Marques, para a Folha "O paradoxo deste pontificado é que Ratzinger, como teólogo e pensador, é muito claro. Mas, como governante, dá passos falsos e depois é sempre obrigado a pedir desculpas, a se justificar e se explicar", afirma o vaticanista.
Para Politi, o padrão existe em parte por causa do estilo de "governo solitário" próprio a Bento 16. O papa, ele diz, "não considera as consultas e não presta atenção aos sinais que vêm do exterior". "Ele, na realidade, tende a decidir tudo sozinho." Autor de diversos livros sobre a igreja -o mais recente, publicado na Itália, é "A Igreja do Não" (La Chiesa del No)-, Politi recebeu a Folha em Roma para esta entrevista.FOLHA - Qual é sua avaliação de Bento 16?MARCO POLITI - Desde as primeiras intervenções, ele nunca delineou um programa. Insiste no ponto de que é preciso tutelar a integridade da fé. E quer mostrar que o cristianismo é uma fé jovial, não um pacote de regr…

Facebook, Twitter, MySpace: a construção do ‘eu’

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Do IHU On-line

Redes sociais como Facebook, Twitter e MySpace são, na opinião da professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF)Paula Sibilia, “compatíveis com as habilidades que o mundo contemporâneo solicita de todos nós com crescente insistência”. Segundo ela, essas ferramentas servem para dois propósitos fundamentais. “Em primeiro lugar, elas ajudam a construir o próprio ‘eu’, ou seja, servem para que cada usuário se auto-construa na visibilidade das telas. Além disso, são instrumentos úteis para que cada um possa se relacionar com os outros, usando os mesmos recursos audiovisuais e interativos”, explica.

Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Paula Sibilia reflete sobre as mudanças de comportamento da sociedade contemporânea e afirma que “mudaram as premissas a partir das quais edificamos o eu”. Na atual sociedade do espetáculo, continua, “se quisermos ‘ser alguém’, temos que exibir permanentemente aquilo que supostament…

Pálido espanto

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por Ferreira  Gullar, para a Folha de S.PauloQUANDO, AOS 13 anos de idade, um professor me falou da teoria de Laplace acerca da origem do sistema solar, minha vida mudou. Mudou o mundo que eu conhecia, que se tornou fascinante e espantoso: uma gigantesca massa de fogo, rodopiando no espaço cósmico, soltara pedaços ígneos que ficaram girando em torno dela, esfriaram e se converteram em planetas, e um deles era este em que vivemos. Descobrira o cosmo e, a partir de então, minha curiosidade só cresceu com os anos.Não é que tenha passado a ler sem parar sobre o assunto, que não é esse o meu feitio. O que mudou foi que, a partir de então, deixei de viver num mundo que parecia ter sido assim desde sempre, para encará-lo como algo em transformação, um conjunto de sol e planetas, que surgira talvez por acaso. E mais do que isso, deixei de ser apenas o habitante deste planeta para me sentir habitante do universo. Por enquanto, não sabia ainda das galáxias com seus bilhões de estrelas.A verdade…