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Mostrando postagens de Fevereiro 13, 2011

Perfil genético influi na escolha dos amigos

de Veja

As pessoas que têm a variante de um gene relacionado ao alcoolismo, chamado DRD2, costumam ser amigas de quem tem a mesma variante. E as pessoas que não têm essa variante genética, e que portanto têm menos propensão ao alcoolismo, tendem a ser amigos de pessoas que também não a têm. As afinidades valem também para adolescentes que não têm o hábito de ingerir álcool.

A descoberta é de cientistas das universidades da Califórnia em San Diego e Harvard em um estudo que mostra como alguns genes não apenas estão relacionados em pessoas de uma mesma família, mas em um mesmo grupo de amigos.

Segundo resultados apresentados ontem na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, há um segundo gene chamado CYP2A6 que também apresenta um padrão estável em grupos sociais. Trata-se de um gene com uma variante que confere uma personalidade extrovertida e outra variante relacionada a uma personalidade mais introvertida. Nesse caso, os pesquisadores descobriram que as pessoas c…

A devota e o ateu no terreno da fé

por Antonio Gonçalvez Filho, do Estado de S.Paulo

A ponte que separa a ex-freira e teóloga inglesa Karen Armstrong do jornalista e escritor também inglês, naturalizado norte-americano, Christopher Hitchens passa sobre o mesmo rio, o da religião. Por coincidência, estão sendo publicados ao mesmo tempo no País os mais recentes livros dos dois, Em Defesa de Deus, de Karen Armstrong, e Hitch-22, a autobiografia de Hitchens, escrita a toque de caixa depois que ele foi diagnosticado com câncer no esôfago. Em sua obra, a inglesa reserva sérias críticas ao patrício, que há quatro anos escreveu um best-seller, Deus Não É Grande, com mais de 300 mil exemplares vendidos. 
Hitchens, no seu Hitch-22, não menciona Karen Armstrong, mas, na última entrevista concedida antes da metástase que chegou ao pulmão do inveterado fumante, em novembro passado, ele voltou à carga contra os que condenam seu ateísmo, soltando um epigrama filosófico digno do austríaco Wittgenstein (1889-1951): "O que pode ser …

DNA de negros e pardos do Brasil é muito europeu

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por Reinaldo José Lopes, da Folha
No Brasil, faz cada vez menos sentido considerar que brancos têm origem europeia e negros são "africanos". Segundo um novo estudo, mesmo quem se diz "preto" ou "pardo" nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.
O trabalho, coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indica ainda que, apesar das diferenças regionais, a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme.
"A grande mensagem do trabalho é que [geneticamente] o Brasil é bem mais homogêneo do que se esperava", disse Pena à Folha.
De Belém (PA) a Porto Alegre, a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.

Além de moradores das capitais paraense e gaúcha, foram estudadas também populações de Ilhéu…